"Nunca é alto o preço a pagar pelo privilegio de pertencer a si mesmo." Nietzsche

Volta às férias

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Às vezes, muitas de nós somos incompreendidas. Mulheres são facilmente chamadas de melosas ao expressarem seus sentimentos.
Se não se mostram, são frígidas; se fazem o contrário, são dramáticas.
O quão difícil é enxergar a força que existe em cada uma?
Não é fácil matar um leão por dia sem dar um grito se quer; carregar todas as nossas cruzes sem ter que pedir ajuda ou ter que usar o tempo de alguém. É preciso ter muita coragem para aguentar os dias desta maneira. Mas, é preciso muito mais coragem se quiser dividir com alguém. Tirar seus escudos, permitir que enxerguem suas fraquezas, seus medos e suas angustias é muito mais do que drama, é muito mais do que força. É a coragem que só os raros conseguem entender.
Eu era mais forte antes.
           Mas estou voltando
“Quem tenta ser forte em não chorar,
Não percebe a coragem que há em ser lágrima”


Pra manter ou mudar

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"Nada do que eu sei me diz quem eu sou
Nada do que eu sou de fato sou eu..."

Não sei por que passei tanto sem consultar esse meu grande amigo chamado Diálogo-Comigo-Mesma, sempre com as melhores soluções... E mesmo quando não há, pelo menos tem o conforto de sentir-se mais aliviada. Eu ando em um momento meio não sei. Sabe quando você acha que tem certeza de tudo o que quer da vida e ainda crer que tem todos os métodos certos para alcançar? Esta fui eu desde sempre. Algumas dúvidas aqui, outras ali, nada que eu não me decidisse sozinha. Sempre distribuindo conselhos e autoconfiança, um livro de autoajuda ambulante. Mesmo diante de muitas frustrações, arranhões de joelhos e bofetadas na cara eu nunca perdi meu foco. Nem meu amor, respeito pelo próximo, e bons valores. Nunca perdi a esperança na humanidade. Nunca perdi a esperança de encontrar alguém que me chamasse de meu amor com a doçura que eu sempre esperei sentir ao ouvi-lo. Nunca perdi a esperança em mim mesma... Então, tudo virou de pernas para o ar. Parece que os trilhos se apagaram do caminho e o meu trem circula desgovernado por aí. E eu não consigo pará-lo, pois não reconheço as estações e nem sei para onde ir. Sinto-me incapaz de tripular qualquer vagão. Mas, vou tentar achar o manual de instruções e de alguma forma, eu conserto esses trilhos novamente. Se Deus quiser.



Apavoram-me as relações

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As relações humanas me apavoram. O perigo sempre vem com face de candura e mente maquiavélica lhe chamando para brincar. E muitas vezes você vai sem saber para onde. 
É difícil se manter equilibrada ao notar o tanto de pessoas dissimulas a sua volta. Você não sabe qual doce é real ou amargo porque as pessoas, elas não vem com rótulos ou prazo de validade. É preciso provar para saber.
Como os espinhos das rosas, não sabemos até que ponto vai a defesa de cada um. Se a defesa for o ataque - o que para mim, diz muito sobre quem o faz - prefiro manter-me distante.
E de tão distante, hoje já não sei mais definir a linha do egoísmo. Não sei me dizer se estou antes ou depois. Sei que minhas defesas são em metros quadrados.
Então, percebo que recuar pode ser tão sinônimo de atacar como o silêncio é do grito. Mesmo opostos, aqueles doem, estes ensurdecem.
Nascemos juízes e reis de nós mesmos, pequenos aprendizes de sentenças e coroar. 
Apavoram-me as relações humanas.
Eu não aprendi a rezar.


Descolorir

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"No livro de Taylor Hartman: O código das Cores. Eu sou Azul. O azul é uma cor triste, fugidia, embaçada... Como o céu das paisagens impressionistas. Os azuis são motivados pelo altruísmo, diz. Os azuis buscam a intimidade. Os azuis preferem perder do que trapacear. Os azuis, como eu, não fedem nem cheiram..."

Não entendo de politica. Não sei escrever sobre religião. Quanto a educação, só me resta esperanças. Sobre as leis dos homens, tranquei meu curso na faculdade. Sobre querer ser poeta, gosto de te-los em minha estante. Tenho dificuldade de terminar livros, estudos, conversas. Sempre quero voltar para o sonho - independente de ser ruim ou bom. Finais: literalmente não sei lhe dar com eles - o que explica meus textos serem grandes, minhas conversas intermináveis, meu desconsolo ao fim de filmes e até a troca de sabonete em barra por liquido. Não sei variar o cardápio, nem ser amigável com quem me faz mal... Não sei disfarçar meu humor, nem ser menos medíocre. Meu talento oculto estar em ter boas desculpas para me confortar do meu descompromisso. Na maioria das vezes, prefiro estar apenas em minha companhia. Tenho medo de psicanalise, pois posso não suportar descobrir tudo sobre mim. Afasto-me de pessoas por insegurança e minha defesa ágil só mostra que sou mais frágil que qualquer um. Abandono para não ser abandonada. Do meu choro saem os espíritos ruins. Talvez eu esteja deixando de ser azul...

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