"Nunca é alto o preço a pagar pelo privilegio de pertencer a si mesmo." Nietzsche

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Aproveitei a "semana santa" para me redimir com Deus.
Agora é só comer os chocolates
completando o ritual.

FELIZ PÁSCOA!!!





Igualdade, por dentro e por fora.

Aos olhos dos desconhecidos que, inclusive nos chamaram de gêmeas um dia, são apenas semelhanças físicas, mas não, você sabe que não...
 Temos por fora a mesma armadura, mas porque a escolhemos. Somos vestidas de força, de intensidade, de beleza exterior. As nossas máscaras não tem pena de ninguém, elas seduzem e matam quando se sentem ameaçadas.
Mas depois de seduzir vem o encanto, minha menina. Encantamos quando deixamos as máscaras caírem. Quando, sem malícia, acreditamos que está na hora de mostrarmos o que há por dentro e deixamos que alguém descubra que aquela armadura é apenas porque dentro, habitam corações mais frágeis que os demais. Assim, somos mais idênticas ainda interiormente.
Quantas vezes tivemos medo de nos despir para alguém? Outras vezes nos arrependemos de tê-lo feito. Por vezes precisamos pedir ajuda uma à outra... Não que fosse fácil ser menos orgulhosa dentro de nossos trajes, mas porque alguém - hipócrita demais - havia arrancado um pedaço dele, e para não nos sentíssemos vulneráveis, precisávamos uma da outra...

 
Dos momentos inesquecíveis, minha igual


Assim, sempre precisarei do seu olhar que, igual ao meu, acolhe ou solta faíscas. Do seu sorriso, inocente ou malicioso. Da sua mão para me ajudar ou castigar-me. Sempre precisarei de você, com seus dois lados, as qualidades e os defeitos. Pois, eu amo ter você, amo a nossa irmandade e quem eu sou quando estou ao seu lado.
Com armadura ou sem armadura, com as fragilidades expostas ou não. Somos os sinais iguais que se atraem, fazendo as leis da física parecer um engano. Somos o canto que encanta sem cantar. Somos pedaços inteiros que só se completam juntos. Somo o inexplicável... Somos o único para sempre que existe!


Na escuridão. Meu eu

Com tantas coisas acontecendo...

imagem da internet
 
Descobri que gosto mesmo é da noite, do friozinho que faz na madrugada. Olhar pela janela e sentir o silencio. Ver as estrelas em meio a tanta escuridão - É engraçado, mas é nas trevas que consigo enxergar a beleza da luzes.
Percebo então que sou na noite mais eu. Pois quando é dia, nem sempre as belezas são verdadeiras... As pessoas - inclusive, eu - tem mania de desejar ser mais do que elas são quando expostas a luz, assim vão perdendo os seus “eu” verdadeiros para que os outros não percebam as suas “fragilidades”. É assim que eu me sinto.
É que na solidão "eu por eu mesmo". Eu sou a triste carência que ninguém deveria saber que existe. Eu sou um pouco de solidão, um pouco de insegurança. Tenho também inúmeras imperfeições.
Enfim, a luz está prestes a nascer outra vez.